1º Evento

Jovem Aprendiz Indígena no Contexto Urbano

 

 

 

O 1º Evento Jovem Aprendiz Indígena no Contexto Urbano foi o primeiro evento organizado para celebrar a consolidação do Programa Jovem Aprendiz Indígena, criado dentro da SPDM Saúde Indígena, no ano de 2015. A proposta foi elaborada pelos indígenas Awaé Trumai, Bruno Tserebutuwe Tserenhimi'rãmi e Jibran Yopopem Patté para dar oportunidade de aprendizagem e contato com o mundo do trabalho ao jovem indígena que vive na cidade. É um componente do Programa Jovem Aprendiz, de âmbito federal, cujo objetivo é o desenvolvimento de programas de capacitação profissional de adolescentes e jovens de todo o país.

O evento aconteceu no dia 30 de novembro, no Anfiteatro da SPDM e contou com a presença de 76 pessoas, entre jovens aprendizes, lideranças indígenas e coordenadores de setores da SPDM Saúde Indígena e do Projeto Xingu da EPM/UNIFESP

 

 

Coordenadores e lideranças abriram o evento destacando questões importantes como a superação do preconceito e o retrocesso das políticas voltadas aos direitos indígenas conquistados após a Constituição de 88. A não competitividade entre os jovens foi lembrada pela liderança Guarani, para que sejam respeitados os costumes e forma de ser indígena. O respeito de ser humano para ser humano foi o recado final da liderança Pankararu para todos os presentes.

 

 

O Programa Jovem Aprendiz Indígena atende a 43 jovens ligados à SPDM, sendo que 4 são alocados nos escritórios da SPDM em Barra do Garças e Cuiabá (MT), o restante se distribui pelos setores correlatos à saúde indígena em São Paulo. Tem a coordenação de Awae Trumai, jovem indígena do Xingu eo acompanhamento pedagógico de Maria José da Silva.

 

 

 

Seguindo as diretrizes da Convenção 169/OIT, o processo seletivo voltado para o jovem aprendiz indígena se inicia com consulta às comunidades indígenas através de reuniões com jovens e lideranças e consultas nas escolas indígenas. Espera-se com isso que esse jovem permaneça e tenha a anuência de sua comunidade e lideranças.

Como um programa inovador, os objetivos e metodologias são diferenciados. É realizado o acompanhamento da evolução do jovem em seu desenvolvimento, da autoestima na escola, na comunidade e incentivo ao respeito à sua cultura e costumes, combatendo o preconceito. São realizadas oficinas, palestras e rodas de conversas para promover a interculturalidade e a organização para o trabalho.

 

 

 

 

 

A perspectiva agora é que todas as vagas oferecidas sejam preenchidas pelos jovens aprendizes indígenas em 2018, com a divulgação nos 9 Distritos conveniados a SPDM distribuídos nas regiões Norte e Centro Oeste.

Para que essa experiência pioneira tenha maior alcance foi elaborado pela SPDM e encaminhado à Câmara dos Deputados um projeto, no mesmo modelo do Jovem Aprendiz, para atender as especificidades e as realidades dos jovens indígenas.

 

-A atuação da SPDM/Hospital São Paulo na saúde indígena, em conjunto com a Escola Paulista de Medicina, atual UNIFESP no Parque do Xingu, acontece desde 1965, desenvolvendo trabalhos assistenciais, formação profissional, promoção de saúde e pesquisas. Atualmente a SPDM/Hospital São Paulo é parceira da Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI/Ministérios da Saúde, para execução de ações complementares de atenção a saúde indígena 9 Distritos Sanitários Especiais Indígenas.